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O fascismo defende ser necessária a mobilização da sociedade sob um
estado totalitário de
partido único para preparar a nação para o conflito armado e responder de forma eficaz às dificuldades económicas.
[13] Acreditam que tal estado deva ser comandado por um líder forte, como um
ditador ou
governo militarista constituído por membros do partido fascista, capaz de forjar a unidade nacional e manter a ordem e estabilidade sociais.
[13] O fascismo rejeita a afirmação de que a violência é automaticamente negativa por natureza e acredita que a violência, guerra ou
imperialismo são meios pelos quais se pode chegar ao rejuvenescimento da nação.
[14][15][16][17] Os fascistas defendem uma
economia mista com o principal objetivo de atingir a
auto-suficiência económica do país por meio de políticas económicas
protecionistas e intervencionistas.
[18]
O fascismo ganhou destaque na Europa na primeira metade do século XX.
[7] Os primeiros movimentos fascistas
surgiram em Itália durante a
I Guerra Mundial, tendo-se posteriormente expandido para outros países europeus.
[7] Os fascistas viam a I Guerra Mundial como uma
revolução que tinha trazido alterações massivas na natureza da guerra, da sociedade, do estado e da tecnologia. O advento da
guerra total e da mobilização total da sociedade tinham diluído a distinção entre civis e combatentes, tendo-se desenvolvido uma "cidadania militarista" em que todos os cidadãos estavam envolvidos no esforço militar.
[19][20] A guerra tinha tido como consequência o nascimento de um estado poderoso, capaz de mobilizar milhões de pessoas para a linha da frente e de organizar a produção económica e logística para as sustentar, e com autoridade sem precedentes para intervir nas vidas dos cidadãos.
[19][20]