sábado, 7 de maio de 2011

Apagões de competência e democracia direta

Apagões de competência e democracia direta
O Brasil conquistou um título ou está perto de ser campeão de apagões. A reportagem da Agência Estado (Grandes apagões de energia viram rotina no Brasil) mostra a degradação do serviço “energia elétrica” que escapou, por pouco, de racionamentos severos. Nosso ex-Presidente era um protegido de São Pedro. A grande vantagem para o governo foi transformar a Energia Elétrica num instrumento de coleta de impostos e o lado positivo só aconteceu no segundo mandato do Presidente, quando “acordou” da inação ambientalista que travava tudo.
No Paraná a obsessão do Governo de anunciar a menor tarifa do país levou a Copel a conquistar multas na ANEEL e fazer de nossas cidades um ambiente de tensão diante de qualquer vendaval maior, pois as famosas árvores envelhecidas gostam de respeitar a Lei da Gravidade, derrubando linhas e postes. A ampliação da Rede subterrânea não foi implementada, apesar dos lucros fabulosos da Companhia Paranaense de Energia.
Os longos apagões também aconteceram, provavelmente, pela concentração excessiva de atribuições ao ONS (Operador Nacional do Sistema - ONS) e a inoperância das famosas Secretarias de Energia de estados importantes, normalmente alheias aos riscos de decisões equivocadas.
Tivemos outros tipos de problemas, afetando diversos setores importantes.
A água poderia ser melhor, aquarista que o diga. Ganhamos um aumento de 16% para compensar nossas queixas... O interessante é que a PMC é Poder Concedente e simplesmente se distancia da fiscalização e controle de tarifas, planos e qualidade da Sanepar.
O povo paga e não chia. Perdemos qualidade e segurança.
Degradaram os projetos de forma perigosa (Cascaes, Começando com tragédias e o resultado do desprezo pela Engenharia).
Felizmente estamos progredindo fantasticamente nos meios de processamento e comunicação. Ou seja, podemos pensar em Democracia Direta [ (Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo) e (Cascaes, Democracia Direta sem intermediários)]. Se todos fossem chamados a decidir entre custos e benefícios de opções de projeto, no mínimo quem errasse saberia que assim havia decidido.
Temos sensibilidades diferentes, dependendo da região e até das cidades. Podemos e devemos saber colocar e defender nossas propostas do jeito que melhor entendermos. Não devemos delegar atribuições que podemos exercer melhor.
Em energia elétrica, por exemplo, simplesmente não faz sentido deixar para tão longe o direito de legislar e administrar todo o Brasil, exceto em assuntos de real interesse geral, nacional. Não é lógico estar submetidos a uma lei única sob fiscalização e comando de órgãos distantes em serviços de interesse local.
Para melhor aproveitamento desse direito de autogoverno devemos pensar nas propostas de voto direto com direitos e formatos semelhantes aos que já se discutem em congressos internacionais (IDEA).
Precisamos evoluir sob todos os aspectos. Dos tempos de Sócrates para hoje o mundo mudou. Se Platão falava em estado organizado à imagem e semelhança das visões depreciativas que assumiu do povo, que matara seu mestre, no século 21 da era cristã podemos e devemos explorar melhor o potencial da Tecnologia (Demoex) educando o povo, transferindo responsabilidades para o eleitor.
Para que tenhamos bons resultados em serviços essenciais devemos primeiro agradar “ao freguês” e não a chefes eventuais, avaliando com indicadores o custo e o benefício dos serviços das concessionárias, aproveitando ao máximo os editais para outorga de concessões assim como de renovações, atuando para o aprimoramento das concessionárias e seus serviços e produtos.
O povo tem o direito de errar, não precisa de intermediários para ser tão mal atendido.

Cascaes
10.3.2011
(s.d.). Fonte: Operador Nacional do Sistema - ONS: http://www.ons.org.br/home/
Cascaes, J. C. (s.d.). Começando com tragédias e o resultado do desprezo pela Engenharia. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em A formação do Engenheiro e ser Engenheiro: http://aprender-e-ser-engenheiro.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em a favor da Democracia no Brasil: http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com/2011/03/democracia-direta-sem-intermediarios.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em Mirante da Cidadania: http://mirantepelacidadania.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Demoex. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em Quixotando: http://www.joaocarloscascaes.com/2011/03/demoex.html
Congresso e Poder Executivo Federal. (s.d.). Lei 8.666 de 21 de junho de 1993. Acesso em 12 de 12 de 2010, disponível em Presidência da República Federativa do Brasil: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8666cons.htm
Estado, A. (s.d.). Grandes apagões de energia viram rotina no Brasil. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em G1 - Economia: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/02/grandes-apagoes-de-energia-viram-rotina-no-brasil.html
IDEA, I. I. (s.d.). Overvew. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em International Institute for Democracy and Electoral Assistance - IDEA: http://www.idea.int/

Transporte interestadual

Transporte interestadual
Viajar está se tornando um suplício no Brasil. Estradas, rodoviárias e aeroportos saturados e o desconforto adicional dentro de aviões, sob concessionárias mais e mais desinteressadas em atender bem o passageiro, fazem das viagens um problema a se pensar muito. O pesadelo é infinitamente maior para pessoas idosas, com deficiência(s), com doenças debilitantes ou, simplesmente, para aqueles que desejam saber, pelo menos, a hora de chegada a determinado lugar. O sentimento de insegurança e os riscos de se adquirir alguma doença, lesão, trauma permanente não são pequenos. Não é problema para nossas autoridades maiores, elas até alugam helicópteros em emergência, o cidadão comum, entretanto, depende exclusivamente dos seus recursos para qualquer tipo de deslocamento, principalmente entre estados e cidades mais distantes.
Há muito tempo carecemos de um plano completo de transportes. Talvez, diante da multiplicação espantosa de ministérios, secretarias, agências etc. falte uma coordenação enérgica e competente. O discurso é “pedagiar” estradas, feito até pelo Governo numa confissão acintosa de sua incapacidade de administrar seus cabos eleitorais colocados em cargos estratégicos, em funções importantes e desperdiçadas nos agradinhos políticos.
O Brasil saiu, após algumas décadas, do suplício da debacle financeira iniciada na década de setenta do século passado, doença que explodiu no meio dos anos oitenta. Foi tempo demais sem recursos para a implementação de projetos importantes e nossos credores mandaram (a sensação é a de que ainda mandam) e desmandaram por aqui.
Agora, felizmente, parece que estamos saindo do sufoco. Graças a exportações de tudo o que podemos vender (causando inflação em nosso país que o Banco Central “inteligentemente” combate com o aumento dos juros) temos divisas e os desastres estrangeiros apontam o Brasil como uma boa hipótese de investimentos.
A abundância de dólares excita a indústria estrangeira, os nossos empreiteiros e lobistas, querem vender e trocar essas divisas por espelhinhos modernos, coisas faustosas de caríssimas. Procuram vender para os antigos “índios” desde vinhos sofisticados até trens feitos por eles, obviamente. Com certeza comprar e vender faz parte da lógica desenvolvimentista. A questão é discernir com objetividade entre fantasias, caprichos e necessidades reais.
O que fazer? Usinas nucleares? Trens de alta velocidade? Pontes monumentais? Metrôs? Comprar aviões? Melhorar a ligação com países vizinhos?
Precisamos de serenidade e cautela. É difícil conquistar respeitabilidade, principalmente quando, como já vimos diversas vezes, a tolerância contra o Brasil é zero diante de fracassos monumentais, alguns até esquecidos em livros de história antigos.
Vale a pena tomar um exemplo como estudo de caso.
Faz sentido um trem de alta velocidade? Para quê? Grandes executivos no Brasil usam seus aviões e helicópteros particulares, e nós, o que pretendemos? Chegar uma hora antes para tomar uma boa caipirinha?
Era bom viajar pela Europa nos tempos dos trens de média velocidade. Podia-se admirar a paisagem, ouvir os apitos do trem, curtir suas paradas, sentir mais um continente que é a origem de muitos brasileiros. E agora? O aspecto fascinante dos TGVs (e similares) é vê-los, do lado de fora, entrando e saindo das estações. Dentro, o layout é bonito, mas a velocidade máxima, quando possível, simplesmente não é importante a ponto de justificar custos adicionais. Pior ainda, as viagens ficaram monótonas.
Precisamos pensar muito antes de gastar o que viermos a obter exportando alimentos, petróleo, madeira e coisas assim, pois nossa indústria, quando nossa, sob competição feroz, vende menos do que devia. Afinal não criamos aqui a base que eles têm a partir de antigas estatais e encomendas que foram a base de guerras sem fim. Aliás, vale a pena ler com atenção o livro “História da Riqueza do Homem” de Leo Huberman e ver como ao longo dos tempos o povo era realmente bucha de canhão, autômatos em plantações e fábricas, material de consumo, etc.
O nosso TAV (Ministério dos Transportes e ANTT) entre Campinas e Rio de Janeiro deverá, orçamento inicial, custar algo em torno de 32 bilhões de reais, para quê? Não seria melhor “baixar a bola”, isto é, querer uma velocidade menor e um trajeto maior?
Precisamos de tudo, sem dúvida as ferrovias serão uma opção simpática e oportuníssima de viagens que estão cada vez piores.
Nos grandes rios e pelo litoral do Brasil o transporte hidroviário poderá ser outra forma explorável.
Temos um país bonito demais para se ter pressa. Se a desculpa é “viagens a serviço” devemos oferecer infovias e melhores padrões de comunicação, afinal existe meio menos poluente do que isso para se fazer reuniões nem sempre úteis?
Não podemos ser irresponsáveis, desinteligentes e pouco atentos ao que se pretende fazer.
Já pagamos muito caro por descuidos colossais.
Cascaes
9.4.2011

Ministério dos Transportes e ANTT. (s.d.). Estudos de Viabilidade - TAV. Acesso em 23 de 1 de 2011, disponível em TAV Brasil - trem de alta velocidade: http://www.tavbrasil.gov.br/

Criminosos e sociedade bandida

Criminosos e sociedade bandida
A cidade do Rio de Janeiro há muito tempo perdeu encantos que faziam a “cidade maravilhosa”. Continua lindíssima, mas seu povo mergulhou em comportamentos inadequados e confusos.
Talvez seja vício de cidade muito grande, a verdade é que o carioca está muito longe daquele ser alegre e comunicativo de antigamente.
A violência cresceu tanto que o governo teve de pedir o apoio das Forças Armadas para “pacificar” alguns morros.
Neste cenário o surgimento de pessoas bestializadas é normal, pior ainda quando ela tem facilidade de comprar armas e munição em grande quantidade.
Crianças morreram na pior chacina de nossa história recente, essa talvez motivada pela morbidez da educação recebida e desvios patológicos de conduta. E os outras? É interessante registrar o livro Freakonomics (Steven D. Levitt, 2007), que mostrou numa parte deste trabalho uma hipótese para criminalidade nos EUA, ou seja, as crianças que nascem sob rejeição, são criadas sem amor, instruídas em ambientes agressivos.
Precisamos estudar com profundidade esses casos e concluir e aplicar recomendações corretivas e preventivas. O mal que foi feito não tem retorno, crianças mortas ou lesionadas física e intelectualmente para sempre. Não é privilégio do Rio de Janeiro o sadismo criminoso, em Curitiba já tivemos situações absurdas, principalmente por efeito do consumo e comércio de drogas.
O assassino do Realengo, contudo, mostrou outro aspecto, um comportamento típico do assassino metódico, psicótico e armando até os dentes. Ou seja, se tivesse sido submetido a exames psiquiátricos estaria sob vigilância, talvez deixando de ser o bandido em que se transformou.
Infelizmente, contudo, os cariocas aprenderam a conviver com bandidos, aceitaram seu comando e passaram a ver as atuações desses criminosos como ato de rotina. Vendo atentamente o depoimento de jovens sente-se, em algumas, por exemplo, até uma certa naturalidade diante do que houve. Isso é assustador.
A violência precisa ser contida em todas as formas sob pena de se estimular crimes maiores. Lamentavelmente notamos em filmes e histórias até a idolatria a esses monstros. Isso é muito grave e precisa de diagnósticos e corretivos. Como fazer? em nosso pais tudo ficou em segunda prioridade, valendo mais o que a Bolsa e Valores e o Banco central sinalizam do que a vida dos ser humano.
Podemos dizer que isso se deve ao “capitalismo”. Melhor seria se analisássemos nós mesmos e procurássemos indicadores de agressividade e de que formas evitar excessos. A violência não é ideológica, é consequência do culto a valores e paradigmas equivocados. Qualquer povo constrói seus valores a partir de processos de mídia e educação. Qual é o nosso propósito? Onde queremos chegar?
Talvez depois de mais essa chacina, executada friamente por um indivíduo que raciocinava de forma estranha, tenhamos propostas objetivas para atuação.
O que não podemos é conviver com atos dessa espécie, apenas lamentando número de vítimas e teatralizando emoções. Esperamos que tudo sirva de lição, infelizmente o mal está feito, o fundamental é inibir outros que poderão acontecer até bem perto de nós, queira Deus que não com nossos filhos e netos.

Cascaes
8.4.2011
Steven D. Levitt, S. J. (2007). Freakonomics, O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta (4 ed.). (R. Lyra, Trad.) Rio de Janeiro: Campus.

Problemas e soluções convenientes

Problemas e soluções convenientes
Governo é sempre um poder complexo e suspeito. Cria-se, para maior vigilância, estrutura de ordenamento que, por sua vez, precisa de vigilância permanente pelo povo, por aqueles que são afetados por suas decisões. Não inventaram, ainda, um sistema perfeito, ou melhor, existe, o da transparência total. O responsável pelo Weakleaks está sentindo na pele o que isso significa.
A má qualidade do comando de cidades, estados e nações depende muito da concentração de poderes, da censura. Aos poderosos a verdade é perigosa. Assim a CPMF é odiada, afinal, por menor que seja, mostra o caminho do dinheiro em circuitos “legais”. Podemos até imaginar como sobreviveriam os grandes gângsteres e ditadores se o patrimônio deles, monetário e imobiliário, em obras de arte e joias etc. fosse de conhecimento público, geral, mundial.
É interessante notar que só depois que certos potentados africanos caem é que os bancos “tolerantes” com a origem do dinheiro resolvem aderir à transparência e bloqueiam contas que deveriam ser, de imediato, colocadas num fundo internacional de reconstrução e educação de povos liberados de ditaduras criminosas e não, simplesmente, permanecer nos cofres dessas instituições...
Poderíamos até ter a divulgação dos 100 mais ricos no mundo, nos países e nas cidades, com certeza seriam listas bem diferentes daquela que mostra Bill Gates e companheiros...
Existem também as armações tecnológicas e corporativas.
Cultivar o medo sempre foi privilégio de líderes religiosos, industriais e tiranos, tiranetes, chefes e chefetes, contratadores e coronéis do mato e das cidades. Agora temos outro espaço, o medo do fim do mundo.
O CO2 é ou era até há pouco tempo a histeria da moda. Enquanto falavam de poluição atmosférica, dois asteroides passaram raspando a Terra (em termos astronômicos) em dezembro do ano passado. Teriam mudado continentes, se acertassem em cheio alguns deles.
Para nós, do sul do Brasil, talvez fosse prudente discutir e propor soluções para o “buraco de ozônio”, com certeza algo realmente perigoso. Talvez assim, como aconteceu com a luta contra o uso do tabaco, ainda plantado, consumido e exportado (incrível!) tenhamos uma reversão de problemas reais.
Falando de energia elétrica, contudo, onde podermos aprofundar mais a discussão, o que notamos é a atuação de grupos econômicos poderosíssimos no Brasil há muito tempo. Esses grupos industriais dominam a mídia e falam sem parar nas maravilhas do que produzem. Sempre mostrando virtudes, nunca os defeitos, vão aos poucos convencendo nosso povo de que deve usar fontes e aparelhos mais caros que, usados extensivamente, terão impactos fortes no custo da produção e de consumo da energia elétrica, além do encargo (imposto) já pago por todos nós para viabilizar fontes alternativas.
Para começar minimizaram uma fonte de energia que tínhamos em abundância, alegando até proteção de cemitérios, de plantas, animais etc. que podem ser melhor protegidos em lugares realmente bem cuidados. Populações locais podem ser deslocadas, como até já pensam fazer nos estudos para Blumenau 2050. Podemos, evidentemente, considerar superstições ou estudos de antropólogos algo mais importante do que atender as necessidades da nação; não podemos esquecer, contudo, que consumimos pouca energia, pois grande parte dos brasileiros está longe dos confortos da sociedade moderna mais rica.
Falam em sustentabilidade.
Seria facílimo obter resultados rápidos e tremendamente significativos, inclusive protelando-se a construção de mais usinas para energia elétrica (o que daria tempo para o desenvolvimento e a produção de fontes alternativas realmente eficazes). Nossos urbanistas, arquitetos, engenheiros e até o pessoal da mídia, principalmente, deveria se unir para reformar cidades, hábitos e padrões de consumo. Interessa?
Parece que o povo do dinheiro aprendeu, assim como os fazedores de guerras de todo tipo, que a juventude e o adulto jovem são extremamente úteis, inocentes úteis. Assim o fundamental, para quem decide, é convencê-los de que o mundo carece do que querem, produzem e desejam os grandes chefes. Exemplificando, quantos “velhos bomba” já se explodiram nas lutas religiosas? Onde ficam os generais na hora da batalha? O padrão de vida do Al Gore é coerente com as teses que defende?
É utopia imaginar que a Humanidade optará pela lógica, pela inteligência objetiva. É muito melhor ver tudo através das lentes da fantasia, assim agradamos a todos e morreremos juntos bem antes do tempo.

Cascaes
06.4.2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Inclusão Social e tecnologias assistivas

Inclusão Social e tecnologias assistivas
Em trinta de março assistimos no Auditório da Unindus, no CIETEP, a Palestra: “Tecnologia Assistiva – Fator Decisivo na Inclusão de Pessoas com Deficiência”, proferida pelo consultor em Inclusão Social, Dr. Romeu Kazumi Sassaki (Entrevista Interativa com Romeu Kazumi Sassaki).
Sendo especialista em inclusão laboral e escolar de pessoas com deficiência; presidente do Centro de Vida Independente Araci Nallin e membro do Comitê Avaliador de Tecnologia Assistiva da Universidade do Estado do Pará trouxe-nos uma visão ampla de tecnologias a favor da pessoa com deficiência – PcD – e a evolução do processo de inclusão no Brasil.
Além disso, vimos o lançamento de sistema de apoio à comunicação para pessoas com deficiência denominado COMMUNIS, desenvolvido pelo Sesi, Senai e Editora Kaygangue, atuando em ação articulada neste projeto, graças ao que pessoas com deficiência auditiva contarão com um novo sistema que auxiliará a comunicação no trabalho e na vida privada. Foi criado a partir do Edital Senai/Sesi de Inovação 2009. O projeto é o único paranaense desenvolvido por ambas as entidades.
Para nossa satisfação o evento teve intérprete LIBRAS e diversas personalidades curitibanas ligadas ao tema, inclusive do nosso Secretário Irajá de Brito Vaz, responsável pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SEDPCD, antiga Assessoria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Isso tudo mostra que o deficiente auditivo começa a ser lembrado e motivo de pesquisas por aqui, onde descobrimos tantas barreiras inesperadas.
Na próxima semana realizar-se-á em São Paulo a ReaTech 2011 (Cascaes, 2007), um evento de que vimos sua edição de 2007 e que nos marcou muito, principalmente comparando São Paulo com a cidade Curitiba. Ficamos para traz por efeito da indiferença de alguns líderes, que poderiam ter feito muito, afinal aqui temos universidades e centros de P&D além de empresas, principalmente as concessionárias de serviços públicos, que geram recursos (encargos) para investir em pesquisas a favor de seus clientes e maior eficácia de atividades técnicas (Projetos), entre eles pessoas com deficiência, idosos etc..
Talvez estejamos mudando para melhor...
Queremos novas posturas formais e informais a favor dos idosos, das pessoas com doenças debilitantes, PcDs, crianças, enfim, maior respeito mútuo entre brasileiros, uma nação que se orgulha de ser simpática, alegre e feliz, mas que ainda tem muito a evoluir para atingir um padrão razoável no respeito aos Direitos Humanos, à dignidade cristã que alega possuir.
O que é intrigante e mereceria estudos meticulosos, profundos e inteligentes é a lentidão de instituições, governos, empresas e da maioria dos brasileiros na compreensão da importância do respeito em relação às necessidades funcionais e comportamentais de uma grande parcela de sua população (Miy).
Devagar, mas avançando, ufa!
Aos poucos, principalmente por efeito da atuação de alguns teimosos, as cidades brasileiras vão corrigindo erros antigos e aprendendo a fazer de uma maneira correta o que lhes compete.
Não é simples, pois em nosso íntimo imperam instintos e hormônios que nem sempre agem de acordo com o que se entende por sociedade justa e saudável. É gratificante, contudo, ver palestras como a proferida pelo Dr. Romeu Kazumi Sassaki, trazendo-nos a mensagem de que mudanças fortes a favor das PcD acontecem e simplesmente deverão ser respeitadas, sob penas rigorosas caso descumpridas.
Na ReaTech (X Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, 2011) pretendemos ver as novidades e aqui em Curitiba, pelo menos sob o pretexto de atender os turistas da Copa do Mundo. Mudanças significativas deverão acontecer, reforçadas pelo que poderemos aprender na ReaTech, a favor da segurança, conforto, inclusão, acessibilidade dos cidadãos respeitando-se idade, restrições de mobilidade, sensoriais, intelectuais e até nossas crianças, ainda excessivamente frágeis em sociedades que foram formadas para competir ferozmente, sem muita atenção para o ser humano em geral.
É uma esperança.

Cascaes
5.3.2011

X Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. (2011). Fonte: ReaTech virtual: http://www.reatechvirtual.com.br/
Cascaes, J. C. (2007). Acesso em 28 de 12 de 2010, disponível em Inspirado na Reatech 2007: http://inspiradonareatech2007.blogspot.com/
Entrevista Interativa com Romeu Kazumi Sassaki. (s.d.). Fonte: e.educaional: http://www.educacional.com.br/entrevistas/interativa/educadores_pais/entrevista016.asp
Miy, L. (s.d.). Estatística PcD. Fonte: LuMiy's Blog: http://lumiy.wordpress.com/estudos/estatistica/
Projetos, A. F.-F. (s.d.). FINEP. A Empresa, p. http://www.finep.gov.br/o_que_e_a_finep/a_empresa.asp?codSessaoOqueeFINEP=2.

Cidades, impostos e dignidade

Cidades, impostos e dignidade
A Constituição Federal do Brasil deu inúmeras responsabilidades aos municípios, esvaziando os estados, e aos poucos, após 1988, a União foi inventando encargos, taxas e ampliando contas que lhe favoreciam. Assim temos bancos ou banqueiros extremamente poderosos e um Governo Federal que exige submissão aos seus caprichos para que as cidades tenham alguma chance de se desenvolverem de forma adequada.
Pior ainda, uma legislação federal que naturalmente se impõe a todas as unidades da “Federação” complicou tanto a administração pública, além de torná-la ineficaz, que o pesadelo só pode ser desatado pela privatização total, algo que talvez estivesse na mente dos grandes articuladores da nossa política nacional.
Governos travados, estatais penalizadas até por serem simplesmente empresas públicas e uma tremenda carga de pão e circo sem esforço garante o resto.
Temos mudanças. Agora em bairros humildes existem ONGs oferecendo cursos até de graça, só que sobram vagas e os alunos, meninos, principalmente, querem ser jogadores de futebol. Afinal dá mídia e muito dinheiro.
Filosofia e Sociologia agora são aulas obrigatórias, talvez com cacoetes ideológicos, mas é o preço de uma boa educação que nossas crianças e jovens precisam desesperadamente. O ensino em tempo integral vai aparecendo muito devagar em escolas públicas. O Governo Federal volta a desenvolver projetos estruturais essenciais e o Brasil já começa a ser aceito, ainda que sob repugnância ou curiosidade exótica no meio dos países mais ricos.
O preço tem sido alto. A carga tributária é espantosamente elevada para tão poucos resultados, pois criamos e sustentamos uma política absurda de combate à inflação (essa é a desculpa), esgotando qualquer chance de deslanche efetivo de projetos mais do que essenciais à nação.
Vivemos em Curitiba, cidade que se orgulha do que oferece. Poderia ser muito melhor. Sem falar nos equívocos normais de qualquer administração, vemos e ouvimos, por exemplo, que seus pedidos de devolução de dinheiro que pagamos para obras de infraestrutura são eufemisticamente contingenciados, afinal ainda não aprendemos a beijar a mão do governo de plantão em Brasília.
Pois é, criamos uma Versalhes fixa além da voadora para quem ocupa o cargo de Presidente da República e o orçamento do Congresso Nacional é superior ao de muitas capitais brasileiras, para quê?
Curitiba completou 319 anos. É uma cidade que já fez muito, entre suas iniciativas esteve o saneamento básico, por exemplo. Houve tempos em que a Sanepar testava soluções e era referência nacional. Drenagens e canalizações transformaram a capital dos sapos em lugar de vida saudável. Parques maravilhosos marcam nossa capital, já as praças perderam um pouco com uma arborização selvagem. Ruas da Cidadania ilustram uma preocupação em bem servir, algo melhor se conhecermos suas escolas. O transporte Coletivo Urbano é grife e a Rua das Flores uma marca, assim como o prédio da Reitoria e o Museu Oscar Niemeyer.
Temos problemas também, o mais grave é o resultado da origem madeireira e cafeeira da economia paranaense. Para resolver isso existe a necessidade de se investir muito em Educação, acima de tudo.
A criminalidade e a invasão de migrantes, por efeito de uma estratégia de desenvolvimento estadual inadequada e a catástrofe das geadas criaram problemas sociais tremendos. Trabalhadores que viviam em fazendas sem escolas, energia, assistência médica etc. de repente viraram pessoas desesperadas procurando um canto em volta das cidades para viver. O peso social causado pela erradicação do café, adoção da soja, pecuária e mecanização da lavoura e depois o império dos traficantes geraram um tremendo pesadelo social pelo Brasil inteiro, principalmente aqui.
Falávamos, contudo, dos impostos. Andando, note-se, andando, caminhando, usando o transporte coletivo, vendo com olhos de engenheiro notamos que a capital de Curitiba precisa refazer sua infraestrutura. Ficamos lembrando-se do uso do dinheiro arrecadado pela União e pensando nas humilhações obrigatórias daqueles que elegemos, obrigados a lamber os pés federais e para poderem trazer para cá o dinheiro que nosso povo precisa e enviou para lá.
É justo exportar tanto (alimentos, energia, produtos industriais etc.) e não ter dinheiro para nada além de um ou outro projeto adicional? Precisamos com urgência de reforma fiscal que valorize quem paga impostos...
Cascaes
29.3.2011

Bombas residentes

Bombas residentes
Pensei muito antes de escrever este artigo. O tema principal é extremamente delicado, tem significado na área energética e minha vida profissional me obriga a ser responsável ao extremo. Falar de Fukushima é tratar de algo extremamente sério, mais ainda quando nos arrogamos o direito de comentar um acidente catastrófico num país considerado de Primeiro Mundo.
O Japão passou por uma série de tragédias em que tudo o que aconteceu e ainda virá de Fukushima exige atenção especial de todos nós, em todos os seus aspectos e outro maior, que é a urgência de novas técnicas e paradigmas. A sustentabilidade da vida humana depende disso tudo, ou seja, de mudança de comportamentos e maior atenção por planos, projetos, qualidade técnica e operacional, menos lucro monetário e mais responsabilidade social.
Nesse caso o foco principal é a Usina Nuclear de Fukushima (Fukushima I nuclear accidents, 2011). O acidente dessa central de energia elétrica deve nos obrigar a repensar a ousadia tecnológica, quando atinge certos níveis de periculosidade. Demonstrou, mais uma vez, o que é uma usina nuclear construída para produção de energia elétrica, aproveitando as lógicas da fissão nuclear “controlada” e a fragilidade de sistemas que sempre podem ser danificados por omissão, má fé, erro de projeto, causas naturais etc.
Durante algum tempo minha (vou usar a primeira pessoa do singular) preocupação foi entender a diferença entre bombas atômicas e reatores nucleares. No mundo inúmeras bombas foram usadas em testes para “desenvolvimento de novas armas”, e contra alvos civis o Japão teve duas cidades destruídas dessa forma (Hiroshima e Nagasaki). Em imensas áreas de testes artefatos nucleares potentíssimos explodiram durante anos, fruto da histeria bélica criada com a Guerra não muito fria.
Por quê as experiências com bombas atômicas e de hidrogênio causaram poucas vítimas e danos ambientais insignificantes enquanto no Brasil, por exemplo, uma pequena pastilha de material radiativo (Nícoli) matou ou lesionou seriamente dezenas de pessoas e em Chernobyl (USINA NUCLEAR) dezenas de milhares de pessoas acabaram morrendo por efeito inequívoco da radioatividade?
Pensando mais fica evidente a diferença entre bombas e usinas. A quantidade de material contaminado que é lançado na atmosfera por acidentes com usinas ou lixo radioativo exposto explica a violência desses acidentes.
Bombas atômicas e de hidrogênio têm um volume muitíssimo menor de material contaminado que é espalhado na atmosfera do que o criado por um reator instalado em uma usina de energia nuclear que exploda. Pior ainda, no desespero para evitarem a explosão do núcleo, no caso de Fukushima, foram obrigados a jogar água do mar (extremamente corrosiva e condutora de eletricidade) sobre o núcleo criando vapor e sais contaminados...
Ou seja, Fukushima provavelmente inviabilizará a vida humana numa grande área durante décadas e matará muita gente ao longo desse tempo.
O Brasil e muitos outros países estavam retomando a construção de centrais termonucleares.
Onde?
Na década de oitenta tivemos muitas manifestações contra a Usina de Angra dos Reis, afinal Itaorna significa “pedra mole” e diziam que naquela região estávamos sujeitos a terremotos. Angra I já existia e operava mal, era a usina pirilampo, custou caro reformá-la.
Agora temos duas e vamos para a terceira usina no mesmo local.
Assim, com nosso “jeitinho brasileiro”, em uma bela praia entre Rio de Janeiro e São Paulo, à beira mar onde outros fenômenos naturais podem nos trazer maremotos (vimos o que isso significa), teremos mais uma usina atômica. Se algo semelhante ao que aconteceu em Chernobyl se repetir por lá, imporia a evacuação, talvez, de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Dirão que a probabilidade disso acontecer é pequeníssima, o risco compensa, entretanto? Temos estatísticas públicas, confiáveis? Existe transparência?
Os lobbies industriais e empresariais em geral e o efeito “Ponte do Rio Kway”, um filme que ilustra o envolvimento e a paixão dos homens por suas obras, nem sempre convenientes, podem explicar a insistência em se fazer usinas atômicas no Brasil, isso sem esquecer que temos um complexo industrial específico precisando de encomendas.
É justo?
Vamos para o pré-sal apesar do acidente no Golfo do México e agora para mais usinas nucleares. Será este o caminho? Nossa legislação é razoável? Existe alguma forma de se avaliar contratos, editais, obras etc. de forma segura?
No Brasil, talvez por efeito da ingênua Lei 8.666/93 (Congresso e Poder Executivo Federal) e sua péssima regulamentação, a lógica criada nas décadas de crise e a visão pueril da Engenharia [Dr. Cristiano Kok (Cascaes)], a boa técnica foi deixada de lado a favor da oferta de menor preço e máximo lucro. Assim temos aprendido a conviver com situações absurdas e ser obrigados a ver obras e serviços ruins, compensados por campanhas publicitárias elogiando as empresas e governos. O resultado, naturalmente, é (não apenas “era”) péssimo, quando não absurdo.
Estamos construindo grandes barragens, mais estradas (diques), pontes, ferrovias etc. e vamos para 4 usinas nucleares.
Será que o povo e o nosso Congresso Nacional discutiu tudo isso com profundidade e sabe o que está fazendo?
Errar é humano, repetir erros é burrice, talvez suicídio.
Cascaes
3.4.2011

Fukushima I nuclear accidents. (2011). Fonte: Wikipedia, the free encyclopedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Fukushima_I_nuclear_accidents
Cascaes, J. C. (s.d.). Degradação de obras brasileiras e os projetos. Fonte: Ponderações engenheirais: http://pensando-na-engenharia.blogspot.com/2011/01/degradacao-de-obras-brasileiras-e-os.html
Congresso e Poder Executivo Federal. (s.d.). Lei 8.666 de 21 de junho de 1993. Acesso em 12 de 12 de 2010, disponível em Presidência da República Federativa do Brasil: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8666cons.htm
Gustavo Santos Masili, R. J. (s.d.). USINA NUCLEAR. Acesso em 4 de 3 de 2011, disponível em FEM, Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp: http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/nuclear/nuclear.htm,
Nícoli, I. G. (s.d.). O ACIDENTE DE GOIÂNIA. Acesso em 4 de 4 de 2011, disponível em DISASTER - info: http://www.disaster-info.net/lideres/portugues/brasil%2006/Apresenta%E7%F5es/Iedaacidentegoiania01.pdf

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Deixando de ser PcD

Deixando de ser PcD
Vale a pena descobrir a história dos óculos. Isso que o Houaiss chama de “substantivo masculino plural - dispositivo us. para auxiliar, corrigir ou proteger a visão, que consiste em um par de lentes sustentadas em frente dos olhos por uma armação; lunetas” é uma prótese que viabiliza a vida normal de centenas de milhões de pessoas.
Da Wikipédia temos: “Foram as experiências em óptica de Robert Grosseteste e seu discípulo Roger Bacon que levaram à invenção dos óculos. Em 1284, as guildas de Veneza já os mencionavam e durante o século XIV o fabrico de óculos popularizou-se por toda a Europa. Nem sempre os óculos foram fabricados com a forma com que são conhecidos hoje em dia, pelo que, na antiguidade, era comum encontrar monóculos (apenas uma lente oftálmica), ou, noutros casos, apenas se usavam lentes sem armação. Em 1785 Benjamin Franklin inventou os primeiros óculos bifocais, com duas lentes a frente de cada olho unidas pela armação. Possibilitando enxergar de longe e de perto em um único acessório...”
Ou seja, quantas pessoas estariam incapacitadas até de caminhar se alguns estudiosos e pesquisadores geniais não tivessem inventado os óculos?
Na Medicina implantes ósseos, cirurgias corretivas etc. devolvem funcionalidade e saúde a pessoas que, de outra forma, estariam condenadas a morrer logo, ganhando ainda uma vida quase normal, assim como inúmeras outras “simplesmente” salvam vidas preciosas (um exemplo fantástico tivemos com nosso falecido e vice presidente José Alencar Gomes da Silva no governo Lula).
A operação para substituição do cristalino é um exemplo clássico de correção que simplesmente devolve a visão a pessoas cegas.
Poderíamos muito mais se encontrássemos competência e determinação de quem decide e poderia ajudar as pessoas com deficiência(s). A falta de atenção é um espanto. Certas categorias profissionais teimam em manter lógicas agressivas, belas e hostis ao ser humano.
O irônico disso tudo, por exemplo, é que ainda não atingimos os urbanistas. As cidades brasileiras, apesar de correções cosméticas, aos poucos inviabilizam a vida dos idosos, das pessoas com deficiência(s), adoentadas, crianças etc. O que vale é a decisão dos preservadores de histórias nem sempre tão importantes, abuso de direitos autorais de arquitetos e engenheiros, caprichos de governantes e poder de algumas concessionárias que “pintam e bordam”, aproveitando a ignorância do povo.
Com certeza podemos avançar muito. No congresso promovido pelo CONFEA [ (67º SOEAA - Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e da Agronomia) (7o CNP - Congresso Nacional de Profissionai)] ouvimos de um palestrante idôneo que o conhecimento humano dobra a cada 72 horas (conhecimento acumulado pela Humanidade) e que em 2025 teremos um computador capaz de processar todo o conhecimento humano e em 2050 esse aparelho custará mil dólares. Futurismo à parte, a verdade é que o conhecimento científico se desenvolve de forma extraordinária, faltando mais a aplicação objetiva dessa cultura técnica em produtos e soluções a favor da Humanidade.
A sensação que dá é que todos os caprichos e taras humanas valem mais do que oferecer ao cidadão comum uma vida digna.
O lado positivo da pesquisa e desenvolvimento de produtos e soluções é o de que chegamos a um nível de conhecimento científico em que podemos acreditar em resultados significativos em curto, médio e longos prazos se existirem determinação, vontade política, técnica e empresarial nesse sentido.
Podemos muito, precisamos acreditar e trabalhar nesse grande sonho da humanidade. Obviamente é também extremamente importante investir em prevenção, em correções de instalações, de cidades e ambientes de trabalho, lazer etc.

Cascaes
31.3.2011


67º SOEAA - Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e da Agronomia. (s.d.). Acesso em 28 de 1 de 28, disponível em Centro de Eventos do Pantanal: http://www.eventospantanal.com.br/eventov.php?id_agenda=10#3
7o CNP - Congresso Nacional de Profissionai. (s.d.). Acesso em 28 de 1 de 2011, disponível em CREA-PR: http://www.crea-pr.org.br/crea3/pub/templateCrea.do

Os perigos e descuidos nas canaletas de ônibus de Curitiba

Os perigos e descuidos nas canaletas de ônibus de Curitiba

Um sistema, qualquer empresa, toda atividade complexa exige atenção em todas as suas etapas de realização, operação e até para reformas ou desmonte.
Cidades que se desenvolvem rapidamente precisam de muito. Não é raro oferecerem benefícios fiscais, que depois farão falta ao pagamento do que se fizer para atender a demanda social (vide exigências atendidas da FIFA).
O transporte coletivo urbano, saneamento básico (vale a pena ver o que isso significa em (Saneamento) na Wikipédia), telecomunicações, energia, saúde em geral, educação etc. exigem um cuidado especial.
O aspecto negativo é o desconhecimento de eleitores e eleitos em torno desse conjunto que, para ser administrado, cobra extrema competência de quem tem poder de decisão.
Em Curitiba estamos vendo algumas situações exemplares, boas, outras nem tanto.
As canaletas são a marca do transporte coletivo urbano de Curitiba, que deveria ter evoluído para utilização de sistemas guiados (trilhos (monotrilho, VLT, O-bahn ou metrô ou uma operação segura e estratégias de urbanismo com possibilidade de velocidades menores e ambientes saudáveis.))
Obviamente, se as canaletas forem usadas para sistemas mais complexos que o modal “ônibus” provavelmente estaremos inviabilizado uma função importantíssima desses circuitos, que é servir de via expressa para veículos de serviço (carros de bombeiros, ambulâncias, policiamento e outros eventualmente urgentes e essenciais).
A saturação ou má operação do sistema é visível, contudo.
Nelas (canaletas) trafegavam (antigamente) ônibus com velocidade máxima razoável, agora, lamentavelmente, podendo chegar a 60 km/h (excessiva se lembrarmos que andam em mão e contra mão numa pista estreita sem qualquer barreira segura entre eles), o que configura a hipótese de acidentes gravíssimos, lembrando que a energia cinética é proporcional ao quadrado da velocidade. Assim um impacto direto na velocidade dos dois veículos em 60 km/h terá que dissipar 2,25 (dois vg vinte e cinco) vezes mais energia que na velocidade de 40 km/h.
Uma colisão frontal poderá, nas condições limites atuais, ter um choque a 120 km/h como velocidade relativa, o que seria catastrófico, lembrando que a lotação dos atuais ônibus articulados ou biarticulados chega a mais de cem pessoas. Carregados pesam dezenas de toneladas... Além disso, em abalroamento, os dois ônibus seguirão, naturalmente, um circuito diferente, eventualmente saindo da canaleta com outro potencial e tipo de desastres.
Sabemos que em carros biarticulados o último segmento “dança”, não seguindo fielmente o trajeto do “cavalo”, se a pista estiver com irregularidades (buracos, elevações).
Os passageiros de ônibus não têm as regalias dos usuários do transporte individual (mesmo sentados), ou seja: cintos de segurança, “airbags”, poltronas e carrocerias otimizados para impactos etc., tornando cada acidente um caso de resultados imprevisíveis e preocupantes.
Simplesmente criar um seguro ($$$) para os passageiros não resolve essa situação. Nada paga o sofrimento das vítimas e suas famílias.
Vimos e filmamos em 28 de março deste ano um trecho da canaleta entre a Praça do Japão e o Passeio Público.
Ficamos apavorados com a invasão de pista [crianças, carrinheiros, entregadores, pedestres, corredores “jogging” e até skatistas (o que não filmamos e motivou o acionamento posterior da filmadora)].
Os filmes estão no blog (O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia) assim como nossos comentários.
Ou seja, além de falhas de manutenção no sistema viário, a falta de policiamento eficaz está induzindo o povo a um comportamento suicida. Um ônibus não tem a manobrabilidade de um automóvel e seu motorista pode, inclusive, ter a visão impedida por passageiros em pé ao seu lado.
É um cenário que exige ações severa.
Precisamos de uma auditoria técnica competente, séria, honesta, rigorosa e recomendações à PMC para correções urgentes de tudo, de calçadas junto às estações tubo até as condições operacionais das canaletas e veículos.
O cenário é assustador para quem já teve a responsabilidade de ser Diretor de Engenharia da URBS, como aconteceu conosco entre 1985 e 1987.
Somando essa a outras experiências, podemos afirmar que a PMC precisa agir imediatamente ou o potencial de acidentes continuará elevado e crescendo assustadoramente.
Infelizmente, estranhamente, perdemos oportunidades excelentes de aprimoramento do transporte coletivo urbano de Curitiba no processo que terminou com a assinatura dos contratos de concessão atuais. A aceleração final foi ruim e inibiu discussões importantes, como, por exemplo, estratégias de aprimoramento e de subsídios (Cascaes, Férias caras, 2011).
Os editais das férias em Curitiba que o digam.


João Carlos Cascaes
Curitiba, 31 de março de 2011

Cascaes, J. C. (s.d.). Acesso em 28 de 12 de 2010, disponível em O Transporte Coletivo Urbano - Visões e Tecnologia: http://otransportecoletivourbano.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (3 de 1 de 2011). Férias caras. Fonte: Jornal do Alcy Ramalho - Paraná Político: http://pp1-mirantedoaprendiz.blogspot.com/2011/01/ferias-caras.html
Wikipédia - colaboradores. (s.d.). Saneamento. Acesso em 30 de 3 de 2011, disponível em Wikipédia, a enciclopédia livre: http://pt.wikipedia.org/wiki/Saneamento

Falando de ônibus

Falando de ônibus
A história dos ônibus é bem conhecida pelos estudiosos, a dos veículos utilizados em Curitiba, nem tanto.
De qualquer forma aprendemos muito com a criação da frota pública quando Roberto Requião foi prefeito (1985 a 1987) de Curitiba e assim sentimo-nos encorajados a colocar questões sobre os carros utilizados em Curitiba, que conhecemos muito bem por diversas razões.
Sendo idoso, agora, usando o transporte coletivo urbano e obrigatoriamente as calçadas, cruzamento de ruas, obrigado a enxergar sinais distantes etc., querendo morar numa metrópole inteligente, segura e saudável, o que é possível se boas soluções forem adotadas, devo, quando tenho oportunidade, colocar questões técnicas para reflexão do povo da capital do Paraná.
A reportagem da PMC fala de alguns dados técnicos interessantes, importantes (Curitiba agora tem o maior ônibus do mundo, com 28 metros) sobre a novidade azul, que transcrevemos:
Os novos ônibus azuis farão as linhas Pinheirinho-Carlos Gomes, na Linha Verde, e Ligeirão Boqueirão, na Marechal Floriano. Juntos, transportam cerca de 50 mil passageiros por dia. Ainda neste semestre, Curitiba terá um total de 24 ônibus deste modelo, com 28 metros de comprimento. A capacidade do ônibus azul é de 250 passageiros.
Produzidos pela Volvo, com carroceria Neobus, os novos ônibus azuis têm vidros com película fumê, exaustores e ventiladores para manter a temperatura interna mais amena, bancos ergonômicos com estofados; sinal luminoso para indicar a abertura das portas, o que beneficia especialmente pessoas com dificuldade de audição, e plaquetas em braille indicando o nome da linha colocadas nos braços e encostos dos bancos reservados a portadores de deficiência, idosos e gestantes.
O projeto, tecnicamente conhecido como B 100 (100% Biocombustível), foi implantado em caráter experimental em agosto de 2009, com seis ônibus da Linha Verde, o que significou uma redução de 50% de emissão de fumaça. A partir de agora todos os Ligeirões rodam exclusivamente com combustível de soja.
As viagens do Ligeirão são mais rápidas. Com o desalinhamento de estações-tubo, a Prefeitura conseguiu espaço para criar pontos de ultrapassagem, o que permite manter a linha com parada em todas as estações tubo, e implantar o Ligeirão, com paradas apenas nos terminais e um reduzido número de estações.
O Ligeirão Boqueirão, por exemplo, faz apenas três paradas – nos terminais, Hauer, Carmo e na Estação UTFPR – enquanto o expresso convencional faz 16 paradas, aí descontados os pontos de chegada e saída (Terminal Boqueirão e Praça Carlos Gomes).
Seria interessante sabermos se esses carros têm e de que tipo são os sistemas de controle de aceleração e desaceleração, freios, caixa de “trocas” (automática, provavelmente), suspensão, motor (torque, normas técnicas), sistema de transmissão, eixo de tração, monitoramento, visibilidade para o motorista, alerta de movimentos, padrão de sinalização, sistema de segurança das portas e janelas, etc., enfim, características de segurança e conforto que os melhores ônibus podem ter e que são oferecidos em função de custos e benefícios (inclusive políticos).
Um ônibus de grande porte lotado e trafegando em vias sob conflito de tráfego (uma pessoa ou ciclista na canaleta, por exemplo) numa situação em que o motorista é obrigado a cumprir tabelas difíceis, é um equipamento capaz de grandes acidentes.
Não devemos esquecer que a energia de um corpo em movimento é diretamente proporcional à sua massa e ao quadrado da velocidade. Passageiros de ônibus não usam os dispositivos de segurança dos automóveis, esses cada vez mais adequados ao passageiro.
Não bastassem os dados dos ônibus, precisamos estabelecer vigilância sobre os padrões de pavimentação das vias em que os ônibus trafegam. O asfalto (concreto betuminoso) escoa, deforma-se com facilidade. Enquanto os carros novos estiverem em vias exclusivamente de Concreto de Cimento Portland – CCP (UFPR), ótimo, mesmo assim carentes de bom projeto, excelente execução e de manutenção imediata sempre que alguma falha aparecer.
Os biarticulados apresentam certa instabilidade no terceiro módulo em pistas irregulares (“dançam” podendo provocar abalroamento), como os novos carros resolverão essa questão e outras?

Cascaes
28.3.2011

Curitiba agora tem o maior ônibus do mundo, com 28 metros. (s.d.). Acesso em 28 de 3 de 2011, disponível em Prefeitura Municipal de Curitiba: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/bolo-gigante-e-novo-ligeirao-na-grande-festa-no-barigui-no-domingo/22335
UFPR. (s.d.). Introdução - Conceitos etc. Acesso em 28 de 3 de 2011, disponível em NOTAS DE AULA DE PAVIMENTAÇÃO: http://www.dtt.ufpr.br/Pavimentacao/Notas/mod1Introducao.pdf

domingo, 27 de março de 2011

Prioridades e Brasil

Prioridades e Brasil
Qualquer cidadão, família, tribo, nação e a própria humanidade precisam desenvolver a capacidade de decidir com base em análise de prioridades. Seja quanto rico for, é extremamente importante saber que tudo o que fizer terá consequências e de que os recursos materiais, naturais, a saúde física, financeira e mental, tudo será o resultado de uma coleção de atitudes e decisões que tomará e assumirá ao longo dos tempos.
Do óbvio pessoal para o político precisamos registrar certas considerações que nos parecem pertinentes.
O noticiário cotidianamente trata dos países que, um a um, vão caindo em desgraça financeira, não conseguem pagar suas contas. Há alguns anos, muitos deles após estudos e recomendações positivas de consultorias famosas, gastaram demais. Esses trabalhos de incentivo a investimentos faustosos não calcularam ou não informaram seus contratantes dos riscos, da probabilidade de erros de cenário, algo parecido com o que vivemos na década de setenta no Brasil.
É bonito e dá mídia interna e externa sediar campeonatos internacionais, por exemplo. Assim alguns faturam alto e mais tarde a conta aparece na forma de impostos ou desespero, desemprego, desmonte de aposentadorias, serviços essenciais etc. e mudança de prioridades decididas por aqueles que emprestam dinheiro.
Infelizmente a Humanidade deve estar percebendo que não pode mais confiar em delegação, em políticos dispostos a qualquer coisa para vencer as eleições seguintes ou simplesmente garantir o futuro familiar e de seus companheiros e companheiras.
De alguma forma precisamos “enfiar” na cabeça do eleitor que ele escolhe, vota, decide. Mais ainda, graças aos meios de comunicação e processamento de dados temos uma avenida em direção à Democracia Direta, sem a necessidade de intermediários.
Podemos implementar processos de Democracia Direta [(Cascaes, Democracia Direta sem intermediários) (Cascaes, Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo)]. Chegamos ao ponto de eleger todo mundo via “urna eletrônica” e internet. Acreditamos, contudo, na validade da representação, da delegação? Tem competência a maioria dos eleitos? No Congresso, nas Assembleias e Câmaras de Vereadores vale o voto da maioria, ajustada de que maneira?
Os suecos criaram o DEMOEX não sem razão [(Cascaes, Demoex) (Information about Demoex)]. Notem, não estamos apontando um país de terceiro mundo.
Somos atores de um grande plano de sobrevivência e vítimas de decisões da Corte, ela escolhe com critérios saudáveis às prioridades reais?
No Brasil estamos sofrendo com endemias cada vez piores e sob o risco de epidemias alarmantes (afinal nos aeroportos todo mundo se embaralha para passar pelos guichês da Polícia Federal), podendo-se, de repente, descobrir superbactérias em qualquer esquina, mosquito e até no relacionamento afetivo.
A violência está aí, resultado talvez da convivência de guerrilheiros com bandidos, a origem das facções vermelhas, azuis, amarelas e por aí afora. Nossa Constituição Federal, construída talvez no amor e paixão pelos bandidos, é extremamente zelosa com os criminosos e despreza o povo, que afinal esnobou a vontade de salvar o mundo dos nossos jovens e velhos políticos encarcerados durante o período militar.
A infraestrutura, coisa de engenheiro, não merece a devida atenção dos eleitos (Cascaes, Engenharia - Economia - Educação e Brasil). Para quê estradas de boa qualidade? Portos se os poderosos usam helicópteros? Produzir e exportar? Custo Brasil?
Vamos debater essas questões, importantes demais para deixarmos nas mãos dos cortesãos em Brasília (nossa Versalhes modernosa) e até em nossa cidades, em ambientes fechados em que, quando muito, alguns falam e ouvem em comissões formadas pelos chefes.
Aliás, vale a pena ver o filme (O Absolutismo - A Ascensão de Luís XIV), talvez entendamos melhor a opção por Brasília.
Felizmente, graças ao trabalho heroico de empresários e trabalhadores rurais, principalmente, e o apoio fantástico da (EMBRAPA), uma empresa que nos enche de orgulho, o Brasil conquistou mercados, exporta e sustenta o luxo de inúmeras corporações. Nossos empresários urbanos têm sobrevivido por milagre. Isso não é suficiente, contudo.
Estamos gastando demais com coisas inúteis ou de pouco retorno. Assim, nada mais justo, por exemplo, do que aumentar impostos sobre despesas de brasileiros no exterior.
Taxas sobre importações já foram a grande fonte de receita do Governo Federal, algo que quase desapareceu sob a utopia do livre comércio internacional, que simplesmente não existe. Precisamos rever condições comerciais, leis absurdas e burocracias incríveis.
As grandes potências econômicas de forma explícita e implícita criam impostos, dificuldades técnicas, limitações e até campanhas contra os países que pretendem entrar no agora clubinho decadente do G7.
Receitas e despesas são contas que devemos aprender a levar em conta, da família à nação.
O Brasil pode e deverá ser uma grande potência, só não pode desperdiçar recursos nem esquecer suas verdadeiras prioridades, que o povo precisa discutir exaustivamente e decidir de fato e de efeito, sem intermediários.

Cascaes
27.3.2011

Cascaes, J. C. (s.d.). Acesso em 11 de 2 de 2011, disponível em Engenharia - Economia - Educação e Brasil: http://economia-engenharia-e-brasil.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em a favor da Democracia no Brasil: http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com/2011/03/democracia-direta-sem-intermediarios.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em Mirante da Cidadania: http://mirantepelacidadania.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Demoex. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em Quixotando: http://www.joaocarloscascaes.com/2011/03/demoex.html
Cascaes, J. C. (s.d.). O Absolutismo - A Ascensão de Luís XIV. Fonte: Se você viu comente: http://se-voce-viu-comente.blogspot.com/2010/06/o-absolutismo-ascensao-de-luis-xiv.html
EMBRAPA. (s.d.). Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: http://www.embrapa.br/
Information about Demoex. (s.d.). Acesso em 8 de 3 de 2011, disponível em demoex.net: http://demoex.net/en

Impostos e a Pesquisa e Desenvolvimento a favor das Pessoas com Deficiência

Impostos e a Pesquisa e Desenvolvimento a favor das Pessoas com Deficiência
Maravilhosamente a tecnologia evolui espantosamente, possibilitando soluções inimagináveis há poucos anos. Esse potencial precisa ser direcionado para questões relativas à dignidade de existir, à vida humana.
Precisamos de pesquisa e desenvolvimento de soluções para as pessoas com deficiência (Cascaes). Existe dinheiro para isso, faltam projetos. Felizmente temos o FINEP, nosso desafio é motivar e conquistar recursos (Finep terá recursos do BNDES e FAT para dar incentivos) para essa finalidade. A reportagem indicada trata de alternativas que o MCT adotará para compensar cortes orçamentários, mas a verdade é que carecemos de boas iniciativas a favor de quem precisa, nosso povo, usuário dos serviços sob concessão em cujas tarifas existem encargos para financiamento de P&D.
Por quê mais?
Lamentavelmente acidentes graves criam pessoas com deficiência(s). Ou seja, dia a dia, em termos percentuais e em números absolutos aumenta a multidão de seres humanos que dependem de próteses, tratamentos especiais e até de ferramentas ajustadas às suas dificuldades. Da residência ao trabalho, do lazer ao templo, dos parques às ruas, em qualquer lugar o idoso, a pessoa com deficiência e até aquela sem qualquer limitação descobrirá dificuldades de comunicação, mobilidade, acessibilidade, segurança e conforto; dignidade, resumindo tudo.
O mercado precisa descobrir o potencial consumidor dos idosos, por exemplo. Ótimo, talvez assim uma parcela significativa da montanha de dinheiro, que se arrecada para Pesquisa e Desenvolvimento (Projetos), taxas embutidas nas tarifas que pagamos em energia, transporte, etc., vide Fundos Setoriais , seja dedicada a quem não tem saúde perfeita.
A missão do FINEP é: “Promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas”.
Ou seja, teremos desenvolvimento econômico e respeito ao nosso povo investindo em inovações a favor da PcD.
Note-se que o idoso aos poucos adquire limitações que o farão um PcD, se viver o suficiente, ou seja repetindo, mais um espaço comercial e industrial a ser explorado. Desenvolver soluções para a pessoa com deficiência significa atender a todos os brasileiros que tiverem vida longa, entre outros.
A Tecnologia hoje é capaz de levar e trazer seres humanos à Lua, fazer robôs trabalharem a milhares de metros de profundidade, no fundo dos mares, acelerar parcelas atômicas a velocidades incríveis etc., mas não produziu ainda sistemas simples para transformar sons em palavras e/ou símbolos que caibam em laptops de baixo custo, só para ilustrar o que dizemos. Algo assim seria de extremo valor para qualquer estudante, participante de seminários, congressos, trabalhador, atendente e atendido em prédios, hospitais, repartições públicas, escolas e por aí afora.
O deficiente visual poderia ter aparelhos para alerta de obstáculos e localização em cidades, entre outros aparelhos de apoio.
Precisamos de produtos e soluções a favor da PcD, dos idosos e pessoas com doenças debilitantes, de todos os brasileiros. O que falta é motivar nossas autoridades políticas, pesquisadores e empresários, esse é o nosso desafio.
Cascaes
24.3.2011

Cascaes, J. C. (s.d.). E a pessoa com deficiência? Acesso em 25 de 2 de 2011, disponível em Pesquisa e Desenvolvimento no Paraná: http://pesquisa-e-desenvolvimento.blogspot.com/2010/12/e-pessoa-com-deficiencia.html
Holanda, A. /. (s.d.). Finep terá recursos do BNDES e FAT para dar incentivos. Acesso em 24 de 3 de 2011, disponível em Portal do Holanda: http://www.portaldoholanda.com/noticia/23487-finep-tera-recursos-do-bndes-e-fat-para-dar-incentivos.html
Projetos, A. F.-F. (s.d.). FINEP. A Empresa, p. http://www.finep.gov.br/o_que_e_a_finep/a_empresa.asp?codSessaoOqueeFINEP=2.

Violência explícita ou implícita

Violência explícita ou implícita
Sobreviver em florestas, savanas e até em desertos hostis fez do ser humano, em sua origem (Homo sapiens), um mamífero agressivo, violento e forte para vencer dificuldades que reduziam drasticamente sua expectativa de vida e o desafiavam a cada momento. Aliás, boas coleções de livros merecem atenção para quem aprecia leitura rápida e assim o volume (A aurora da humanidade, 1993) é uma boa fonte de consulta e ilustração desses milênios selvagens, apesar das novidades que só via internet conseguimos acompanhar.
Felizmente os tempos mudaram, mas os arquétipos existem, nem sempre saudáveis. A violência incrustou-se na Humanidade e se revela em inúmeros detalhes e comportamentos. O estranho nessa situação é a aceitação do sofrimento de forma semelhante à de provocá-lo.
Tentando não usar termos técnicos, normalmente criados e apropriados por especialistas, vamos evitar palavras complexas, mas abusar do verbete “sadomasoquismo”. Se existe algo nítido e de fácil percepção é a disposição das pessoas de submeterem sofrimentos aos outros e a elas próprias, deliberadamente, demonstrando, nas expressões corporais e faciais que sentem prazer em agir assim, principalmente em agressões a terceiros, com alegria mais do que evidente em atos de triunfalismo ou simples satisfação de maltratar.
Ao longo da vida, principalmente naqueles que se expuseram a pregadores políticos e religiosos, agora aos “esportivos”, vemos essa atitude sadomasoquista, que chega a absurdos incríveis. No Governo a política econômica é o paraíso desse cenário patológico.
Mais intrigante é a atuação do Governo, quando decreta triunfalmente e o povo aceita, até aplaudindo, cortes monumentais no orçamento (preservando o futebol) que faltarão a serviços essenciais degradados, matando centenas de milhares de brasileiros todos os anos. Se em questões de foro íntimo tais como religiões e convicções políticas devemos respeitar atos impensados, desde que não sejamos as vítimas dos mártires, quando vemos o governo anunciando ações enérgicas de contenção de despesas para segurar uma inflação provocada por ele mesmo, e ser aplaudido por isso, aí realmente só a aceitação de alguma patologia intelectual poderá explicar os aplausos de “especialistas” e o espaço glorioso que ocupam na mídia formal.
A desinteligência humana é um espanto (lembrando um quadro do Jô Soares (Frases Verdadeiras – Jô Soares)), não se podendo deixar de citar Hannah Arendt e seu livro “A Vida do espírito” (Arendt, 2009), quando, na página 89 ela afirma categoricamente que o ser humano de forma geral não pensa e explica possíveis razões para isso. Ou seja, uma tremenda pensadora, uma personalidade genial da Humanidade em sua última obra, suponho, escreveu isso para ninguém ter dúvidas.
A desinteligência é universal. Para compensar e criar vultos eméritos temos muitas formas, desde algumas mais do que justas até outras totalmente artificiais, supérfluas, inúteis e ridículas. O fundamental é o cartão de visitas, as logomarcas bem feitas, o layout bonito e textos e cores agradáveis, ainda que eventualmente só legíveis com boas lupas.
Com certeza os grandes mestres dessa espécie de vida sabiam disso. Assim criaram rituais e preceitos, alguns impondo sofrimentos e outros prometendo alegrias, mas o fundo sadomasoquista é visível em inúmeras religiões, seitas, credos políticos e paixões esportivas.
Vendo reportagens sobre bullying, lembramos da nossa infância e juventude e agora observamos os mais velhos. Nascemos crianças e morremos de forma infantil, se vivermos o suficiente. O que o bullying tem com isso? No egoísmo exercitamos agressões e fomos agredidos, na velhice sentimos que devemos cuidar mais da gente, e aos poucos esquecemos os problemas dos outros. Talvez isso explique a forma tranquila de agressão por parte de líderes que já foram melhores, aproximando-se da morte...
O que é preocupante, nessas digressões, é o sadomasoquismo dos poderosos. Por aí poderemos ter tragédias evitáveis (Cascaes), como vimos uma sucessão delas nesses últimos três anos, e violências e atitudes absurdas denunciadas até pelos banqueiros em relação a ditaduras antigas no norte da África.
O que realmente precisamos é de pesquisas, avaliações e propostas educacionais sérias para a inibição de sentimentos agressivos contra todos, inclusive nós mesmos. Infelizmente as piores armas de destruição existem. Desprezando mosquitinhos, como vimos no caso da dengue no Brasil, deixando milhares de crianças abandonadas nas ruas das cidades (Carriel, 2011) ou condenando parte da população a viver de catar lixo, temos muito o que mostrar sobre um comportamento que nossos grandes e melhores pregadores filosóficos e religiosos tentaram inibir sem sucesso.
A violência é óbvia e fator de prazer para as elites, que se divertem com povos submissos...

Cascaes
22.3.2011
Arendt, H. (2009). A Vida Do Espírito. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira.
Carriel, P. (2 de 3 de 2011). 23 mil crianças ainda vivem nas ruas do Brasil. Gazeta do Povo.
Cascaes, J. C. (s.d.). Acesso em 28 de 1 de 2011, disponível em Mirante da Defesa Civil: http://mirantedefesacivil.blogspot.com/
Homo sapiens. (s.d.). Fonte: Atlas Virtual da Pré-História: http://www.avph.com.br/homosapiens.htm
Mairink. (s.d.). Frases Verdadeiras – Jô Soares. Fonte: OM - Tudo de Bom Para Você: http://www.opiniaodomau.com/2010/09/frases-verdadeiras-jo-soares.html
Marie-Louise Collard, T. F. (1993). A aurora da humanidade (Vol. 1). (A. Livros, Ed., & P. P. Poppovic, Trad.) Rio de Janeiro: Time-Life Livros.

Comunidade Escola e o voluntariado

Comunidade Escola e o voluntariado

Falamos muito em Educação, é o chavão para explicar tudo o que de ruim acontece no Brasil e que o Governo não faz. Exageros à parte, muito é consequência da nossa omissão eventual diante de opções de Governo, onde da classe média para cima os problemas maiores são muito diferentes daqueles enfrentados pelo nosso povo mais humilde.
Garantir um bom padrão de instrução e de formação cultural e comportamental não é simples e exige dedicação de nossos políticos e dos eleitores. O desafio é imenso, temos atrasos seculares e um povo que veio para as cidades há poucas décadas. Nas fazendas ou em pequenas vilas o desafio da sobrevivência era muito diferente do atual, em ambientes urbanos contaminados com tantas pragas.
Educação não é assunto apenas de Governo, é desafio nosso. Qualquer família precisa entender e participar da educação dos seus filhos. Mais ainda, qualquer criança merece nossa atenção e dedicação.
Em Curitiba temos muitas alternativas educacionais e culturais. Os turistas se encantam e nós acompanhamos pouco, talvez, o que acontece. Existe algo, contudo, que tem uma importância extraordinária, é o Programa Comunidade Escola (Cascaes, 2010). Como podemos ver no portal da PMC (COMUNIDADE ESCOLA - ATIVIDADES CULTURAIS - FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA) é um “Programa desenvolvido pela Secretaria de Educação de Curitiba em parceria com as demais secretarias. A Fundação Cultural de Curitiba disponibiliza atividades culturais para serem desenvolvidas nas escolas atendidas pelo programa. As atividades culturais são provenientes de ações dos Editais da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - PAIC - Fundo Municipal de Cultura.” Blogs feitos por suas professoras e professores ilustram melhor, como, por exemplo, (O Prefeito Luciano Ducci e o Programa Comunidade Escola).
O que o portal (Secretaria da Educação) mostra, e o espaço do Programa Comunidade Escola (PMC) ilustra é a abrangência do programa, ampla, atendendo diversos bairros, atraindo pais e filhos, mas precisando de todos nós, de mais voluntários e ONGs dispostas a colaborar para atingir todas as escolas municipais, tornando-se um verdadeiro ambiente de integração e educação.
Temos, devemos abrigar muitas associações e clubes em Curitiba. Nesses ambientes devemos ter bandinhas, especialistas, grupos dedicados a atividades artísticas e esportivas assim como educadores que se derem algumas horas de seu tempo ao Programa Comunidade Escola poderemos ter uma integração inédita entre pais e alunos, que todos desejam e necessitam para termos menos violência e sermos mais eficazes na construção do futuro.
Foi bom, por exemplo, descobrir na escola Maria Marly Piovesan, em 2010, um grupo do Rotaract dando aulas de dança. Nós, do Lions, temos programas independentes, mas também participamos do Programa Comunidade Escola (Como fazer para meu blog bombar). Assim os dois grandes clubes de serviço, LIONS e ROTARY já descobriram e atuam com o a PMC em atividades da Secretaria da Educação.
Esse ambiente pode, pelo que sentimos, ser mais participativo e tudo depende exclusivamente de todos nós.
Evidentemente, diante da responsabilidade da Secretaria de Educação que o dirige, precisa e aplica critérios técnicos de participação, mas é muito fácil verificar de que jeito isso pode ser conhecido, contatando com seu coordenador, Luciano Martins de Oliveira.
O voluntariado tem, em Curitiba, um belíssimo espaço de atuação, nas escolas municipais, no Programa Comunidade Escola.

Cascaes
20.3.2011

Cascaes, J. C. (20 de novembro de 2010). Mirante do Comunidade Escola. Fonte: blog : http://mirante-do-comunidade-escola.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Como fazer para meu blog bombar. Fonte: Comunidade Escola e Blogs: http://comunidade-escola.blogspot.com/
Comunidade Escola. (s.d.). Acesso em 21 de 3 de 2011, disponível em Secretaria da Educação - Curitiba: http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?portal=527&PHPSESSID=9afb8fbc4568123cb3ba92432318e2e6
COMUNIDADE ESCOLA - ATIVIDADES CULTURAIS - FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA. (s.d.). Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba: http://www.curitiba.pr.gov.br/servicos/cidadao/comunidade-escola-atividades-culturais-fundacao-cultural-de-curitiba/893
Secretaria da Educação. (s.d.). Fonte: Cidade do Conhecimento: http://www.cidadedoconhecimento.org.br/
Watermark, C. M. (s.d.). O Prefeito Luciano Ducci e o Programa Comunidade Escola. Fonte: Programa Comunidade Escola: http://programacomunidadeescola.blogspot.com/

A mídia, seus novos rumos a qualidade profissional

A mídia, seus novos rumos a qualidade profissional
Há algum tempo vimos uma palestra de nosso amigo e CL do Lions, Fernando Misato, sobre o futuro já (Internet e Inovação) em que ele, para uma sala de garotos e garotas, mostrava entre slides e palavras a importância das redes sociais, blogs, youtube etc., sistemas de registro digital e telecomunicações e a mídia viral, merchandising e novas profissões.
A importância do marketing viral na internet chamou-nos a atenção.
Essa forma de propaganda via internet é tão significativa que tende a viabilizar sistemas de edição de livros (Cascaes, Literatura Técnica Didática Digital - LTDD), educação (Cascaes, Ensino a Distância Inteligente) e cultura em geral sem a necessidade de padrões sofisticados de propaganda e a série de restrições existentes atualmente.
Os livros (YOUTUBE e a revolução digital, 2009), (O Efeito Facebook - Os bastidores da história da empresa que conecta o mundo, 2011) e certamente muitos outros, talvez ainda sem edição no Brasil, demonstram essa revolução que estamos vendo.
Paralelamente as redes sociais e todas as demais (sistemas de cartões de crédito, por exemplo) criam bancos de dados de extremo valor para empreendedores. Ou seja, serviços gratuitos e até outros bem pagos podem ser a melhor base de pesquisa de qualquer vendedor ou produtor, com o prejuízo da perda da privacidade. Isso, aliás, não existe mais diante dos sistemas de segurança. Até para entrar em prédios somos fotografados, filmados e deixamos dados de documentos.
Nesse cenário de universalização de informações sobre desejos, hábitos e até passeios devemos, pelo menos, aproveitar o que pode ser feito de positivo a favor da população. Assim a cobrança do merchandising deveria viabilizar livros técnicos digitais sem custo para o estudante e o profissional assim como outras informações extremamente importantes até para o mais simples consumidor, obrigado a adquirir aparelhos que se dizem feitos sob esta ou aquela norma técnica que, se adquiridas, podem custar mais caro do que o prejuízo de ignorá-las diante de qualquer dúvida técnica.
No Brasil as Normas Técnicas não podem ser fotocopiadas, multiplicadas de qualquer forma sem autorização da ABNT [(Aquisição de Normas) (Normas Técnicas - ABNT)] e ela sobrevive disto.
Por quê? Quando já seria possível disponibilizá-las sem custos para seus usuários, não seria melhor mudar a estratégia de publicação desses instrumentos de proteção ao consumidor, ao povo que depende da qualidade de suas instalações, ao cidadão em qualquer atividade?
O conhecimento de normas técnicas e o acesso à literatura técnica são fundamentais ao sucesso do profissional. A qualidade da Engenharia (Cascaes, A formação do Engenheiro e ser Engenheiro) no Brasil e em qualquer outro lugar depende disso e estamos vendo no mundo inteiro acidentes graças à perda de sensibilidade para qualidade, confiabilidade, riscos, segurança... e normas técnicas.
Falávamos, contudo, da mídia.
Com certeza o mundo está mudando. As redes sociais são uma tremenda revolução e os seus criadores, pelo menos alguns, estão bilionários.
Por quê?
Além de fazerem sistemas de comunicação eficazes e que multiplicam contatos, criam sistemas de extremo valor no apoio aos patrocinadores.
No caso da área técnica podemos ter na propaganda a viabilização de sistemas de divulgação do conhecimento profissional com agilidade e eficácia inimagináveis. Ou seja, as mudanças de métodos de marketing e as necessidades modernas de maior competência profissional podem se dar as mãos e produzir um mundo novo de formação e exercício profissional.

Cascaes
20.3.2011

Aquisição de Normas. (s.d.). Acesso em 20 de 3 de 2011, disponível em Associação Brasileira de Normas Técnicas: http://www.abnt.org.br/m3.asp?cod_pagina=936
Cascaes, J. C. (s.d.). Acesso em 22 de 2 de 2011, disponível em Literatura Técnica Didática Digital - LTDD: http://ltde.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Acesso em 20 de 3 de 2011, disponível em Ensino a Distância Inteligente: http://eadinteligente.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: A formação do Engenheiro e ser Engenheiro: http://aprender-e-ser-engenheiro.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Internet e Inovação. Fonte: PROJETO LIBERDADE EM AÇÃO – VILA LIBERDADE, ANA MARIA E NOVA ESPERANÇA: http://projetoliberdadeemcolombo.blogspot.com/2010/10/internet-e-inovacao.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Normas Técnicas - ABNT. Fonte: Serviços Essenciais: http://servicos-essenciais.blogspot.com/
Jean Burgess, J. G. (2009). YOUTUBE e a revolução digital. (R. Giassetti, Trad.) São Paulo: ALEPH.
Kirkpatrick, D. (2011). O Efeito Facebook - Os bastidores da história da empresa que conecta o mundo. (M. L. Oliveira, Trad.) Rio de Janeiro: Editora Intrínsica Ltda.

Bondade repentina e a Democracia real

Bondade repentina e a Democracia real
A Justiça Social é um processo de evolução não linear, tem saltos ou quedas. Não é exatamente uma função matemática bem comportada, pois os mais fortes circunstancialmente sempre ocuparam o comando porque contam com o medo ou fragilidade do resto do rebanho.
Revoluções, levantes populares, greves e até o vandalismo puro e simples acontecem e existiram por diversas razões, entre elas, a inveja e a injustiça.
Nada errado em considerar o sentimento “inveja” como estímulo político, pois é isso e mais as humilhações que os mais fracos sentem que estimulam reações fortes, explosivas, na ilusão de avanços políticos.
As redes sociais, a internet e seus inúmeros meios de comunicação agora permitem a qualquer pessoa, esteja onde estiver, tendo alguma inteligência e competência técnica, descobrir mundos que seus pais desconheciam. Melhor ainda, podem perceber como foram enganados em proza, verso e rezas por castas de privilegiados ao longo dos séculos.
O surto de revoltas na região norte da África é um exemplo maravilhoso desse fenômeno tecnológico. Foi, com certeza, um fator decisivo na mobilização de povos que de outra forma ainda estariam recheando contas secretas em bancos estrangeiros (que agora anunciam como algo que desconheciam as quantias fantásticas que ditadores, monarcas, generais etc. tinham escondido em seus cofres).
Com certeza com a pressão popular agora anunciam programas bilionários para agradar o povo. Já não vale fazer templos e túmulos, não estão em guerras para motivar rivalidades e nenhum esporte empolga aquela gente que vive sobre montanhas de petróleo.
Nossos trabalhadores também reagem. Grandes obras contratadas por preços absurdamente baixos, sempre na esperança de poder tratar mal seus funcionários, estimulam revoltas.
Felizmente o Brasil tem sua economia reaquecida por uma série de cenários favoráveis, onde o governo mais atrapalhou do que ajudou. Temos, por exceção, a EMBRAPA, uma empresa fantástica que quase foi desmontada há alguns anos.
Políticos, empresários, grandes personalidades das elites dominantes aqui e no resto do mundo estão sentindo algo parecido às ondas revolucionárias do século 19, que só pararam pelo culto a um nacionalismo extremado, xenofobia e racismo. As feras acabaram levando a Humanidade a muitas guerras, mas saímos delas com nações ainda muito atrasadas.
Felizmente qualquer estudante hoje pode aprender uma profissão, trabalhar, construir sua família onde quer que esteja. Com o EAD (Ensino a Distância), livros digitais, filmes, literatura técnica etc. podemos mostrar até às mulheres cobertas de burca ou enclausuradas em suas casas que existe um mundo diferente, que elas podem mudar.
Felizmente o mundo evolui, e precisa mudar. Os desastres naturais e artificiais demonstram a incompetência das elites. Vivemos uma fase em que, perplexos, notamos que simplesmente devemos estudar e aprender a decidir por conta própria sobre o nosso futuro. Para isso inventaram há milênios a Democracia, ainda que restrita. Agora temos condições de torná-la permanente, universal, sem intermediários.
Estamos vivendo uma revolução e muitos ainda não perceberam. Os velhos têm medo de computador e as crianças já nascem diante de teclados.
Se Deus existe, ele escolheu bem a hora de se inventar as redes sociais, as fibras óticas, os notebooks, etc.
Dentro do movimento browniano, que tem sido o deslocamento da humanidade rumo ao seu futuro, acreditamos que por uma força externa, tenha o nome que for, vamos avançar alguns degraus.
Os africanos são apenas o começo da transformação, que poderá ser pacífica ou violenta, tudo vai depender da inteligência de todos. Parece-nos que finalmente veremos democracias nesse planeta demolido por tiranias, realezas, elites avarentas e lógicas predadoras.

Cascaes
18.3.2011

Educação e luta

Educação e luta
Educar uma criança, um jovem e até adultos é o grande desafio da Humanidade. O que isso significa, contudo?
Gostamos demais de, em meio a tudo o que encontramos, descobrir no Houaiss (Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa) a maneira mais simples, direta e, para nós, a mais objetiva para o verbete educar: “ verbo -.- transitivo direto (1) dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade -.- transitivo direto (2) transmitir saber a; dar ensino a; instruir -.- transitivo direto (3) fazer (o animal) obedecer; domesticar, domar -.- transitivo direto (4) m.q. aclimar ('adaptar') -.- pronominal (5) procurar atingir um alto grau de desenvolvimento espiritual; cultivar-se, aperfeiçoar-se”
Ou seja, com uma sequência excelente, Houaiss coloca o que seria educar com a inserção do que é tratar um animal, simplesmente, com esse modo de expressão: educar.
Tragédias, crimes, sucessos, exemplos fantásticos etc. aparecem dia a dia no nosso noticiário.
Temos fatos diversos e contrastantes, alguns alertas, contudo, que demonstram a necessidade de se investir pesadamente em educação para o terceiro milênio, pois os padrões anteriores simplesmente não se prestam à nossa época.
Não será transformando seres humanos em pessoas desesperadas a ganhar poder e/ou dinheiro a qualquer custo que teremos alguma tranquilidade. Para quem é educado a enxergar de forma judiciosa as últimas catástrofes, inclusive no Japão, percebe que as pessoas gastam tempo demais para manter padrões de vida ruins (bons de acordo com a mídia) e delegam inúmeras questões importantes, talvez aí residindo boa parte de nossas mazelas.
O tema “trabalhar e viver” não é novo. Temos alguns livros só para registrar o que alguns gênios da Humanidade já disseram e escreveram [ (Masi, A Economia do Ócio) (Masi, O Ócio Criativo) (Russell)]. Devemos, de acordo com esses filósofos, procurar o máximo proveito do conhecimento acumulado, da Tecnologia, da liberdade de ser, estar, pertencer, viver, enfim.
Precisamos valorizar nossa existência e saber o que fazer se dominarmos fobias e aprendermos a reduzir o tempo em que nos comportamos feito máquinas para ganhar dinheiro e gastar para descansar da loucura do trabalho maluco realizado para poder gastar.
O sonho de viver bem, contudo, depende de autoridades passíveis de desvios preocupantes, como está mais do que evidente em nossos noticiários cotidianos.
Graças aos meios de comunicação, redes sociais, youtube, blogs, portais, e-mails etc. podemos assumir funções que delegamos [ (Cascaes) (Information about Demoex)]. O Governo, tanto quanto possível, deve, precisa estar sob nossa vigilância e, melhor ainda, mínimo, reduzido ao essencial.
Para podermos dedicar tempo ao ato de governar a nós mesmos, ainda que infinitesimalmente através de nosso voto entre milhões, devemos estudar, vigiar, acompanhar projetos, observar as decisões dos eleitos e escrever, falar, berrar se necessário, antes de lutas mais sérias, diante de eventuais erros, desatenções e desvios de comportamento de quem decide sobre gerência de usinas de energia, linhas de trens, portos e aeroportos, saneamento básico, serviços de tratamento de água, transporte coletivo, segurança, saúde, educação etc.
As cidades cresceram demais, os riscos de epidemias só aumentam, a violência é rotina e a Natureza não pára, o que fazer?
Devemos todos saber agir, pensar e decidir.
Educar é preciso, e para isso, obviamente, é fundamental valorizar ao máximo nossos educadores, escolas, ambientes públicos onde possamos de alguma forma ensinar nossas crianças e jovens a arte da sobrevivência digna, justa, honesta, competente e eficaz.
Naturalmente aqueles que se enquadrarem como simples animais precisarão ser domesticados, treinados; não é essa, felizmente, a qualidade da maioria das pessoas, ou é?

Cascaes
18.3.2011

Cascaes, J. C. (s.d.). Demoex. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em Quixotando: http://www.joaocarloscascaes.com/2011/03/demoex.html
Houaiss, A. (s.d.). Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa.
Information about Demoex. (s.d.). Acesso em 8 de 3 de 2011, disponível em demoex.net: http://demoex.net/en
Masi, D. D. (s.d.). A Economia do Ócio. Rio de Janeiro: Editora Sextante (GMT Editores Ltda.).
Masi, D. D. (s.d.). O Ócio Criativo. Sextante.
Russell, B. (s.d.). O Elogio ao Ócio. (P. J. Junior, Trad.) Donnelley Cochrane Gráfica e Editora do Brasil Ltda.

Dinheiro carimbado, Democracia Direta

Dinheiro carimbado, Democracia Direta
O orçamento da União, dos estados e dos municípios (o primo pobre) é consumido com diversos critérios. Por força de da Constituição Federal e de algumas leis, uma parte tem destinação definida. Outra, talvez a maior, é usada para cobrir juros da dívida federal e combate à inflação.
O que serve para demonstrar o nosso atraso ou desenvolvimento político é o grau de conhecimento do destino do dinheiro pago na forma de impostos diretos e indiretos. Ontem ainda senti a raiva de um pequeno proprietário de bar em Curitiba, quando ele, que emprega mais de dez pessoas, mostrava que gasta uma fortuna em impostos. Ou seja, poderia pagar melhor seus funcionários e fazer um serviço de maior qualidade sem aumentar preços para os seus fregueses se a sanha fiscal fosse menor.
No Brasil mergulhamos num vórtice arrecadador, que penaliza principalmente os assalariados, os aposentados, os pequenos empresários urbanos e rurais em benefício de algumas corporações privilegiadas e esquemas camuflados sob rubricas diversas. De forma maldosa ou ingênua nossos políticos viabilizaram um Estado estranho e para esconderem suas inutilidades dizem que o Governo paga isso ou aquilo.
O problema é pior em países governados por ditaduras, das quais vimos, de alguns poucos deles, a poupança de seus líderes anunciada recentemente por bancos suíços e ingleses, que nunca se negaram a guardar sob 7 chaves o que era depositado em seus cofres. Com a queda de alguns, os bancos anunciaram “congelamento” de depósitos, ou melhor, passam a usar o dinheiro deles “esperando” processos que talvez algum dia determinem a devolução dessas quantias fabulosas aos povos de onde foram roubadas.
Existem diversas maneiras de lesar o povo, inclusive de forma legal, afinal as leis são feitas por quem?
Vimos uma audiência pública do EIA Rima do metrô para Curitiba. Foi extremamente didática, até pela resposta sincera a algumas questões colocadas (Cascaes). Por exemplo, o município de Curitiba pleiteou 700 milhões para corrigir drenagem na cidade, vai, talvez, receber 147, se nossos ouvidos não captaram equivocadamente a declaração do expositor. Ou seja, para fazer um metrô de forma açodada existe dinheiro, para a segurança e reforma da infraestrutura da cidade o Governo Federal libera uma fração do que seria necessário. Depois faremos campanhas de doação a flagelados, quando as chuvas vierem...
Está mais do que na hora do nosso povo acordar. Talvez uma parte dele continue se divertindo. Somos até motivo de estranheza de estudiosos (Giannetti, 2006). Como podemos ser tão felizes em meio a tanta miséria? Os senhores de senzalas souberam gerar escravos...
Teremos verbas ou não, qual será sido o critério? Bom comportamento? Submissão? Aplaudir qualquer loucura?
Podemos e devemos politizar nosso povo. Os brasileiros carecem de educação política, o que é natural se somarmos a quantidade de anos de exceção. Quando falamos em Democracia Direta sem intermediários (Cascaes, Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo) é frequente ouvirmos frases tais como: o povo é ignorante, o povo não sabe votar, não estamos preparados para isso.
Sim, continuaremos despreparados se aceitarmos as mordaças, não usarmos a tecnologia, não quisermos discutir verbas carimbadas e aceitarmos covardemente aposentadorias e salários aviltados.
Pior ainda, vemos serviços essenciais piorando ou, quando progridem, a peso de ouro que descansará em paz em alguma conta bancária, aqui ou no exterior.
Até quando?

Cascaes
16.3.2011

Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em Mirante da Cidadania: http://mirantepelacidadania.blogspot.com/
Cascaes, J. C. (s.d.). Segunda fase da Audiência Pública - questionamentos. Fonte: Sistemas de metrô: http://sistemas-de-metro.blogspot.com/
Giannetti, E. (2006). Felicidade. São Paulo: Companhia das Letras.

Vaidades excessivas e o poder

Vaidades excessivas e o poder
Algo impressionante é a forma de como as pessoas se transformam quando atingem um certo nível de poder ou fama. Ao longo da vida descobrimos que em qualquer nível, o indivíduo chegando onde acredita ser uma posição de força, pode aparecer como um ser extremamente petulante, agressivo, exigente, cobrador de honrarias e rapapés. Pior ainda, chegam a se considerar donos da verdade.
Assim tivemos países dominados por ditadores de diversas espécies, não por que assim agiam a favor do povo, mas para construir altares à própria excelsa personalidade (Arendt, 2007).
Na história da Humanidade temos inúmeros registros de gente que martirizou o próprio povo construindo túmulos colossais, quando podiam ter feito obras de interesse de todos, assim como outros que foram (Herrero, 1945) desmontando seus estados para se manterem no poder.
A democracia sempre foi uma esperança de inibição de excessos. Em países mais cultos e educados para a valorização da liberdade e seriedade essa é uma condição que funciona. Em outros, acostumados a triunfalismos e conflitos medíocres, a entronização de reizinhos é rotina, com leis e tudo o mais na esperança de alguns, que em algum momento conseguiram aprovar leis disciplinadoras.
Na América latina temos um tipo muito especial de chefes produzidos pelo populismo, poderemos ganhar outros padrões de ditadura.
Isso demonstra a necessidade da dúvida, da vigilância cívica, da necessidade de transparência e da fragilização de quem assume postos muito elevados.
Os poderosos poderão se esconder atrás de paredes, muros, fortalezas, mas felizmente as telecomunicações e até o serviço antigo de Correios pode ser usado para alertar a nação para possíveis radicalizações.
“Gato escaldado tem medo de água fria”, diz o dito popular. O Brasil já passou por diversas formas de governo “forte”. Excessivamente fortes e isso não foi bom.
Na Grécia (Wikipédia) vem a primeira expressão para “Tirano”: Tirania (do grego τύραννος, líder ilegítimo) é uma forma de governo usada em situações excepcionais na Grécia em alternativa à democracia. Nela o chefe governava com poder ilimitado, embora sem perder de vista que devia representar a vontade do povo. Hoje, entre sociedades democráticas ocidentais, o termo tirania tem conotação negativa.
Nossa Constituição Federal prevê a hipótese de governo “sob exceção”, o famoso “estado de sítio”. Aí tudo se justifica, pois a maior prioridade de todas é a sobrevivência física, valendo, pois, em caso extremo, um comando forte, ainda que arbitrário, algo que nem no Japão atual ainda não aconteceu, em pleno desastre nuclear, uma catástrofe que se agrava dia a dia.
Temos um governo que mostra sua personalidade. Com certeza Sua. Excia. Dilma Rousseff não é uma pessoa disposta a diálogos em que suas teses não prevaleçam. O nosso regime é presidencialista e assim ela simplesmente exerce seus poderes de acordo com o figurino que escolheu. O perigo é gostar demais e acreditar que governa duzentos milhões de bajuladores e idiotas (no sentido inicial dessa palavra).
No jogo do poder o povo pode e deve sinalizar limites. A questão é: é isso que enxergamos ou realmente preferimos governos ditatoriais?
Maravilhosamente já possuímos “urnas eletrônicas” e a possibilidade de ampliar padrões de participação popular, amplos graças à internet, redes sociais, pesquisas “online”.
No facebook, por exemplo, criamos uma “cause” [ (Democracia Direta sem intermediários) (Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo)], infelizmente com essa denominação inglesa, pois é como viabilizaram espaço para nossas propostas. Acreditamos na Democracia Direta sem intermediários, possível e há muito tempo existente para muitas questões nos EUA, por exemplo, onde os referendos juntam-se às eleições formais, levando o eleitor a votar em dezenas de propostas.
Podemos ter mais poder via “Democracia Direta”, com mais força talvez tenhamos menos manchetes policiais em torno do Poder Político e mais reportagens educativas, simplesmente.
Cascaes
16.3.2011
Arendt, H. (2007). Origens do Totalitarismo. (R. Raposo, Trad.) São Paulo: Editora Schwarcz Ltda.
Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em a favor da Democracia no Brasil: http://afavordademocracianbrasil.blogspot.com/2011/03/democracia-direta-sem-intermediarios.html
Cascaes, J. C. (s.d.). Democracia Direta sem intermediários - o povo no Poder Legislativo. Acesso em 10 de 3 de 2011, disponível em Mirante da Cidadania: http://mirantepelacidadania.blogspot.com/
Herrero, G. (1945). O Poder Os gênios invisíveis da cidade. Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti.

Desprezo criminoso ou simplesmente idiota

Desprezo criminoso ou simplesmente idiota
A Humanidade aos poucos vai percebendo que existe uma necessidade de maior atenção aos grandes e bons especialistas (o difícil é identificá-los). De médicos a engenheiros, é extremamente importante respeitá-los criteriosamente. Cada vez mais dependemos de competência acima da média em tudo o que é feito.
O crescimento da população humana e seus novos hábitos, extremamente dispendiosos em termos de energia, espaços, recursos naturais e presença em tudo quanto é canto traz o desafio da sobrevivência em condições limites.
Consomem tudo em geral e a mobilidade veloz que conquistou trouxe confortos, prazeres e a necessidade de atenção para questões que a Humanidade viveu no tempo do início das grandes navegações (Narloch, 2009). Podemos viajar muito. Assim também aumentam as chances de uma epidemia catastrófica de qualquer doença que só espera a hora de atacar. A reentrada triunfal da dengue no Brasil, por exemplo, está deixando o povo amazonense assustado, por enquanto eles, principalmente.
As grandes concentrações humanas trazem situações até constrangedoras. Assim em Roma, Atenas e outras cidades históricas podemos enxergar sob os pés dos turistas o que sobrou de ruas milenares, templos ou outros tipos de construções que marcaram a existência do ser humano. Por dentro lugares sagrados (sob diversos aspectos) brilham com os flashes dos turistas e ensurdecem em meio a comentários extravagantes.
Fazemos prédios de centenas de metros de altura, alguns beirando praias. Rodovias que mais parecem represas sem os cuidados que mereceriam cortam regiões por onde as águas das chuvas se distribuíam sem grandes problemas. Usinas de energia de todo tipo aparecem, alguma se declarando “sem riscos” ambientais. Com tudo isso não analisamos alternativas de defesa diante de uma natureza que multiplica suas cheias e ventos no Brasil, calculados em estatísticas curtas e prolongadas artificialmente.
Queremos preservar periquitos e esquecemos que obras mal feitas matam periquitos, sapos e gente.
O desastre nuclear japonês poderá ter piores consequências do que os estragos materiais provocados pelo terremoto e o tsunami, simplesmente porque a radiatividade é um veneno lento e só após décadas teremos o número aproximado de vítimas, isso sem falar no risco de se criar uma zona de exclusão antes cheia de cidades.
A verdade é que não criamos ainda um modelo de governo capaz de tomar decisões adequadas ao mundo moderno. Pior ainda, entrevistas e reportagens com o objetivo de informar e formar opiniões mostram-se assustadoramente irresponsáveis.
Maremotos e terremotos podem ser causados pela queda de meteoritos, atividade vulcânica e até simples acomodação de terras quando chuvas intensas acontecem (por exemplo), assim como explosões extraordinárias de instalações que acumulam combustíveis e gases em grande volume geram vibrações capazes de iniciar movimentações de terra serra abaixo, isso para não falar de outras razões. O desastre no Golfo do México (Jones) é um aperitivo do que poderemos ter. Em nossos portos eventualmente temos navios com cargas perigosas. Todos estão conscientes disso? E mais. Aviões gigantescos cruzam os ares de cidades e refinarias. Ou seja, podemos sim ter maremotos, catástrofes e desastres semelhantes a muitos que já aconteceram no Brasil, no Japão, em qualquer lugar, inclusive com usinas nucleares.
Precisamos de profissionais experientes, competentes, amadurecidos pela vida profissional, com capacidade de ver e entender os muitos fenômenos naturais e artificiais e discorrer e decidir sobre eles com o máximo de coragem e honestidade, isso existe? Nossos políticos têm humildade de se fazerem assessorar por pessoas capazes de contraditá-los? Ou eles simplesmente ficam juntos para justificar qualquer besteira?
Felizmente nossa esperança está nos computadores, naqueles que as revistas em quadrinhos mostravam, os antigos “cérebros eletrônicos” que logo poderemos construir, alimentando-os com todo o conhecimento humano [(67º SOEAA - Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e da Agronomia) e (Extremamente importante - Ponderações para discussão)]. Continuará, entretanto, a fragilidade dos sistemas de aquisição de dados? No Brasil, por exemplo, nossas agências reguladoras precisam desesperadamente criar malhas de aquisição de dados, têm recursos para isso? Seus atuais gerentes entendem disso? Ou são profissionais de outras áreas, colocados ali simplesmente porque são afilhados de algum político?
A omissão de quem sabe e fica quieto também assusta. Poderiam muito, mais ainda com o potencial da internet. Por quê tantos silenciam?
Cascaes
15.3.2011

67º SOEAA - Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e da Agronomia. (s.d.). Acesso em 28 de 1 de 28, disponível em Centro de Eventos do Pantanal: http://www.eventospantanal.com.br/eventov.php?id_agenda=10#3
Cascaes, J. C. (2010). Extremamente importante - Ponderações para discussão. Acesso em 14 de 3 de 2011, disponível em A formação do Engenheiro e ser Engenheiro: http://aprender-e-ser-engenheiro.blogspot.com/2011/01/extremamente-importante-ponderacoes.html
Jones, P. J. (s.d.). Vazamento de Óleo no Golfo do México foi causado, não acidente. Acesso em 13 de 3 de 2011, disponível em New World Order - Pesquisas com fundamentos sobre Cannabis, Política, Religião, Crise Econômica, Gripe do Porco, H1N1-Influenza, Nova Ordem Mundial, Illuminati, Capitalismo, Codex Alimentarius e Depolulação: http://tilesexperts.com/wordpress/os-illuminati/vazamento-de-oleo-nvazamento-de-oleo-no-golfo-do-mexico-foi-causado-nao-acidente/
Narloch, L. (2009). Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. São Paulo: Textos Editores Ltda.

Freud ou Marx, comportamento e sobrevivência.

Freud ou Marx, comportamento e sobrevivência.
A era industrial trouxe-nos teses ideológicas que radicalizaram sentimentos de xenofobia, racismos, exclusão etc. para compensar outras que propunham igualdade, fraternidade e liberdade. Se a leitura de muitos livros de história é impossível, existe um extremamente objetivo e de leitura fácil, sem as palavras difíceis que muitas vezes só confundem, é “História da Riqueza do Homem” (Huberman, 1986). Diante de tantas questões que nos afligem, é uma obra imperdível. Nesse livro que relata a evolução de conceitos e instrumentos de mercado tão simples quanto o dinheiro (simples em termos) ao longo dos séculos, podemos entender um pouco melhor as estratégias de poder de quem manda nos governos.
O ser humano é uma espécie complexa que tende, por impulsos que os psicólogos conhecem melhor, a valorizar em suas diversas fases da vida algumas pulsões e arquétipos distantes dos tempos atuais, quando deveríamos estar vendo uma humanidade melhor com novos padrões de comportamento.
Os livros [ (Campbell, As Máscaras de Deus, Mitologia Primitiva, 1994) (Campbell, O Poder do Mito, 1990) (Chauí, 2000)] assim como as coleções de história sobre a vida privada no mundo ocidental [ (Novais, 1997) (Philippe Ariès, 1991)] reforçadas pelas obras de outros sociólogos e historiadores fantásticos deveriam, a essa altura, levar-nos a uma visão realista do que enxergamos em casa, no clube, nas ruas, em nossas cidades, estados etc.
O desafio, diante de todas as taras e softwares ocultos em nossas mentes, é descobrir o melhor caminho para a boa convivência, o governo justo e necessário, a vida sem líderes absurdos e decisões criminosas, procurando sempre a felicidade, o aproveitamento máximo de tudo o que a Tecnologia possibilita para nossa felicidade e a sobrevivência de todos.
Vemos diariamente em manchetes reportagens que já estão virando rotina sobre a degradação da “Corte” no Brasil. Talvez estejamos alheios ao aumento da corrupção em outros países, alguns deles podendo ser nossos mestres; vivemos aqui, contudo, e é aqui que devemos atuar para corrigir comportamentos criminosos.
O desafio, entretanto, é a fragilidade crescente da Humanidade. De diversas maneiras corremos riscos que aumentam em todo o espectro de possíveis inimigos, acidentes, epidemias, terrorismo, guerras ou simplesmente a ampliação do crime organizado.
Felizmente a Tecnologia também pode vir a ser a solução, talvez até como elemento auxiliar de decisão e controle dos mais fortes. A transparência desejada torna-se possível. Se a desculpa era a perda de privacidade, sob diversos aspectos não existe mais, inclusive daqueles que ao entrar em diversos prédios deixam a fotografia e dados pessoais em arquivos sob controle do síndico. Precisamos da transparência de todos em detalhes que inibam ações perigosas à comunidade, de que jeito?
Perdemos privacidade da pior maneira, ficamos reféns de quadrilhas que poderão usar mal a informação, mas ganhamos alguma proteção, que troca! Como usar a exposição pública de forma adequada?
Vimos no Fantástico desta semana o escândalo dos radares. E agora? São úteis, utilíssimos para evitar abusos de motoristas irresponsáveis, mas exigem critérios adequados e uso justo, de acordo com nossas leis. Não faz sentido, também, vermos o dinheiro do contribuinte e das pessoas multadas para enriquecimento ilícito de indivíduos que a Justiça deverá enquadrar. Filmagens secretas feitas pelos repórteres mostraram como fazemos papel de idiotas, submetidos a máfias onde o caso “radares” não é dos piores.
A verdade é que o animal homem ou mulher prevalece sobre o cidadão e a cidadã. Talvez devamos atribuir isso à mídia consumista, aos novos hábitos freudianos de conquista, onde a etiqueta é colocada no lado de fora das roupas. O ser social precisa dominar o individualista.
Felizmente nunca se investiu tanto em educação no Brasil. É pouco, apesar de tudo, afinal os brasileiros se reproduzem rapidamente, têm muitos filhos e estamos atrasados em relação a povos mais atentos à importância das escolas. Muitas famílias, pobres por diversas razões, mal sustentam suas crianças, dependendo de escolas públicas, da merenda escolar, do transporte gratuito etc., mas com todos os defeitos possíveis a educação de primeiro grau, de longe a mais importante de todos os níveis, começa a evoluir. Deveremos ter gerações de brasileiros melhores.
E no resto do mundo? Assustadoramente descobrimos os radicalismos renascendo, a ignorância imperando.
A Humanidade deve, pode, precisa investir pesadamente em boa educação, em mudanças de paradigmas, em ações que, em sintonia com a nossa realidade íntima, façam cidadãos e cidadãs melhores, mais atentos e responsáveis. De Fukushima ao Morro do Alemão descobrimos que a omissão pode custar muito caro.

Cascaes
14.3.2011

Campbell, J. (1990). O Poder do Mito. São Paulo: Editora Palas Athena.
Campbell, J. (1994). As Máscaras de Deus, Mitologia Primitiva. (C. Fischer, Trad.) São Paulo: Editora Palas Athena.
Chauí, M. (2000). Brasil: Mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo.
Novais, F. A. (1997). História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras.
Philippe Ariès, G. D. (1991). História da Vida Privada. Companhia das Letras.